TRVP

( Terapias Regressivas a Vivências Passadas )

 

Email :  augustorangel@hotmail.com

 

 

 

Ao se falar em Terapia de Vidas Passadas ou Regressão, surgem diversas questões sobre o assunto e, em geral, as dúvidas são sempre as mesmas. Com o objectivo de esclarecer mais sobre esse assunto seleccionei as perguntas mais comuns com as respectivas explicações.

 

- Como é  que se consegue vivenciar outras vidas?

 

Através de uma hipnose média e ou profunda, onde o terapeuta conduz o relaxamento físico e psíquico com um tom de voz, em geral, calmo e repetitivo, num ambiente tranquilo.

 

- A hipnose não é perigosa?

 

Não, pelo contrário, o estado de profundo relaxamento que a hipnose provoca, traz uma sensação de extremo bem estar resultante da obtenção de um melhor equilíbrio fisiológico. É utilizada não apenas para conhecer vidas passadas mas também para redução do stress, tratamento de fobias, dores crónicas, ansiedade, depressão, doenças psicossomáticas, etc. Muitos dizem ter medo de perder o controle ao serem hipnotizados, ou ficarem em “poder” do hipnotizador - nada mais falso . Não é possível ser hipnotizado se não quiser. Toda  hipnose é uma auto-hipnose. O hipnotizador só conduz o processo, é um instrumento para auxiliar a obter um relaxamento mais profundo, físico e psíquico.  

 

- Todos conseguem ser hipnotizados?

 

A hipnose consciente, que é a mais utilizada actualmente, é acessível a qualquer pessoa, desde que ela realmente queira, pois quem está no comando do aprofundamento físico e psíquico, é a própria pessoa. Porém, quando o nível de ansiedade é alto, torna-se mais difícil obter um relaxamento completo, mas com exercícios e prática todos podem atingir o nível de transe.

 

- A pessoa fica imobilizada durante a hipnose?

 

Somente se assim o desejar. Em geral as pessoas falam sobre as imagens que vêem, o que sentem, muitos se movimentam, gesticulam para descrever suas sensações, abrem os olhos, riem, choram, mudam de posição. E se algo estiver incomodando no “aqui e agora” ou seja no ambiente do consultório, por exemplo, um insecto voando próximo ao seu rosto, é comum a pessoa espantá-lo com a mão ou sacudir a cabeça e continuar seu relato, permanecendo no mesmo estado de relaxamento ou transe.

 

- É fácil chegar a esse relaxamento profundo?

 

Quanto mais a pessoa confiar no terapeuta, estiver interessada no processo e se entregar sem reservas, mais fácil, rápido e profundo será o transe. Em geral, nas primeiras vezes, o relaxamento é mais superficial, pois a pessoa  não sabe o que vai acontecer, está um tanto ansiosa. Mas com o tempo e exercícios é bem mais fácil. É comum, depois de algumas sessões, o cliente só pelo fato de rever o terapeuta, já se sentir mais relaxado.

 

- Todos conseguem ver suas vidas passadas?

 

O seu inconsciente, ou seu eu interno, está sempre no controle, ou seja, você mesmo controla a situação. Dentro de você, há a resposta sobre o que é importante ver ou não, num determinado momento. Muitas vezes o terapeuta, por mais que tente, não consegue fazer com que você regrida. É o seu eu dizendo que não é o momento adequado, ou você não está preparado para ter essa experiência, ou as respostas de que você precisa não estão em outras vidas. No entanto, segundo estudos estatísticos, somente 40% das pessoas conseguem ter uma regressão a vidas passadas, e só cerca de 10% desses o conseguem á primeira tentativa. Por norma utilizo a hipnoterapia normal durante umas 2 a 3 sessões, afim de se criar uma certa elasticidade mental. Devo dizer que a hipnoterapia ao ser realizada, é já em si favorável a um certo alivio na pessoa.

 

- Como posso ter certeza de que a experiência foi realmente de uma vida passada?

 

Esse ponto é muito controverso. Na verdade, certeza absoluta jamais teremos, pelo menos nessa vida... Mas, algumas pessoas pesquisam dados apresentados, como nome de cidades, sua localização, eventos ocorridos em determinadas datas, cartórios com registros de pessoas que viveram em determinada época e muitos casos foram confirmados. Noutros, a pessoa “sente” realmente que está vivendo aquele momento e descobre muitas explicações para sua vida atual. Mas é bom ressaltar que, para a Terapia de Vidas Passadas, a confirmação do fato pouco importa, o que interessa é analisar os conteúdos que o inconsciente trouxe à tona e como isso pode ajudar na resolução das dificuldades dessa vida, a atual.

 

 

- Mas isso não pode ser a nossa imaginação?

 

Pode, e algumas vezes isso acontece e noutras os conteúdos são misturados, como nos sonhos, em que vemos imagens de fatos que vivenciamos no dia, símbolos com um significado pessoal, histórias que lemos, cenas de filmes que assistimos e fragmentos de vidas passadas. Na verdade, é muito difícil a história de uma vida passada vir limpa, directa, com início, meio e fim. É como quando fazemos um relato de algo que presenciamos; não descrevemos somente aquilo que observamos, mas também colocamos nosso julgamento, comentários, interpretações, opiniões nossas e de outros. A nossa mente não é fragmentada. O nosso inconsciente guarda diversas impressões, fantasias, memórias, e também sabe o que vai acontecer. Há casos de pessoas que têm projecções, ou seja, vêem o que irá acontecer num futuro próximo ou remoto.

 

- Nesse caso, a terapia não faz efeito?

 

Através da Terapia de Vidas Passadas pretende-se resolver bloqueios, angustias, dificuldades que nos afectam nesta vida. Situações que não foram bem elaboradas noutras vidas e que precisam de ser reexaminadas a nível consciente. Se, para resolver determinado problema, o inconsciente trouxe algo fruto da imaginação ou de outro tipo é porque tais conteúdos são importantes naquele momento. O mais interessante é que os problemas são solucionados, não importando se são vidas passadas ou imaginação. Lembre-se: quem tem o controle do processo é o eu interno.

 

- Não há perigo de se ficar numa outra vida?

 

Não. Em primeiro lugar, porque não “se vai” para outra vida. A pessoa permanece no presente, sabendo onde está, consciente, ouvindo os sons ao seu redor e tem todo o controle de si. Mesmo se o terapeuta saísse da sala e não voltasse, a pessoa em estado de profundo relaxamento permaneceria assim por um certo tempo e retornaria naturalmente, ao seu estado normal, como se estivesse despertando de um sono.

 

- É importante o terapeuta permanecer ao lado da pessoa?

 

Nunca se deve tentar uma regressão sozinho, podem existir bloqueios. O auxílio do terapeuta é importante para conduzir de forma mais objectiva e mais rápida ao fato que originou a situação de conflito. A presença do terapeuta é importante para auxiliar a pessoa, caso ela esteja se sentindo perturbada com algo que vivencie. Isso  é possível perceber mesmo que não seja falado, seja  pela expressão do rosto, coloração da pele, respiração, gestos e variados sinais. O terapeuta conduz o processo de forma que a pessoa tenha acesso a essas memórias sem envolvimento emocional, se for o caso.

 

- Lembrando de uma situação de outra vida que tenha relação com o problema actual esse se resolve?

 

Os conteúdos apresentados devem ser analisados e comentados para se verificar de que forma isso estava bloqueando nossa evolução. Mas, muitas vezes, se a vivência que experimentamos foi a causadora do problema (pode a situação ficar se repetindo em diversas vidas) somente pelo fato de a recordarmos, ou seja, trazermos para a nossa consciência, a solução se concretiza.

 

- Como é se sentir noutras vidas?

 

Essa é uma experiência única e pessoal. Mesmo de sessão para sessão pode haver diferenças. Algumas vezes, a impressão é de que se está tendo um sonho muito real. Noutras, é como se víssemos um filme. Em outras, tudo é tão claro e nítido que chega a espantar. Mas sempre é uma experiência enriquecedora.

 

- Sempre conseguimos reconhecer nossos parentes e amigos nas pessoas que vemos noutras vidas?

 

Não, nem sempre. Alguns reconhecem com certeza absoluta uma ou outra pessoa, vendo-as até com o mesmo rosto da vida presente (o inconsciente quer que a pessoa seja reconhecida sem dúvida alguma), noutras vezes surgem dúvidas e o reconhecimento é feito por uma determinada característica, ou sensação. Muitos não reconhecem ninguém. Mas, pela experiência, sabemos que importa muito pouco reconhecer ou não. O que interessa é o facto em si, a situação da vida que está sendo apresentada.

 

- Esse tipo de terapia só pode ser utilizado por quem acredita em vidas passadas?

 

Qualquer pessoa se beneficia com a terapia, desde que ela seja indicada para o seu caso. Quando não há a crença em reencarnação o processo é conduzido da mesma forma, e o cliente pode considerar os fatos que lhe vem à mente como conteúdos do seu inconsciente, fantasias, imaginação, não importa, o resultado é o mesmo.

 

- Por que utilizar a técnica de vidas passadas se o problema está nesta presente?

 

Segundo os espiritualistas, reencarnamos para aprender, crescer, aprimorarmo-nos. Muitas vezes, ficamos repetindo certas situações que nos trazem problemas pelo simples fato de não saber como sair delas, desconhecendo aquilo que é preciso aprender. Ao regredir a outras vidas, fica mais fácil entender o porquê de certas situações. Muitas vezes, estamos tão presos aos sofrimentos dessa vida que nem conseguimos olhar para nosso problema de forma objectiva. Ao investigar outra vida, em que tenhamos passado por uma situação semelhante, tudo se torna mais fácil pois o sofrimento já passou, foi noutra vida, e se consegue analisar o fato mais objectivamente, aprendendo com ele.

 

- Todos os problemas podem ser solucionados com essa terapia?

 

Não. Cada caso é único e individual, e é leviano citar distúrbios ou doenças que podem ser solucionados por este tipo de terapia. É necessário conhecer o cliente, seu histórico de vida, sua maneira de ser para poder fazer a indicação do tipo de terapia mais adequada para o seu problema. Nessa hora, a escolha de um bom terapeuta é importante. Esclareça com ele todas as sua dúvidas, pergunte, fale, ouça e responda a si mesmo se, é esse o tipo de terapia ideal para você agora, e se é essa a pessoa que irá ajudá-lo.

 

Para mais informações

Consulte o meu site em :    www.7mares.terravista.pt/trvp

 

Email :  augustorangel@hotmail.com

 

 

- A necessidade de uma “TRVP”

 

            O ser humano quer sentir paz nas emoções ou ter as emoções libertas de qualquer condicionamento.

 

Os  condicionamentos emocionais são cargas “pontes” de acontecimentos passados não resolvidos e ou muito intensos. Essas cargas estão guardadas a nível do nosso supraconsciente. Sabe-se que nem todas as pessoas conseguem atingir esta zona, existe um bloqueio que impede esse acesso. Mas todavia, existindo sentimentos, emoções ou incómodos que sejam derivados dessas “pontes” que estão ligando o passado ao presente, a regressão consegue-se realizar.

 

Libertar-se das cargas, quer dizer, limpar e resolver cargas emergentes, alojadas no nosso supraconsciente. Paz no pensamento, entendimento, compreensão, que nada mais é do que ter paz na mente.

 

Porque é que o ser humano quer isso e não tem ?

Porque é que o homem tem cargas intelectuais, emocionais e somáticas ?

 

Todo o ser humano, para ter paz nas emoções, nos pensamentos e ter o corpo liberto, precisa de dissolver as “cargas”. As cargas são energias não digeridas. As cargas não fazem parte da alma livre do ser humano, são “nós”. As cargas são problemas  inseridos no corpo etérico á espera de serem dissolvidos – descarregados e enquanto o não forem, estão sempre presentes, atormentando a existência e condicionando a nossa liberdade, (as cargas atrás mencionadas, são emoções e sentimentos, não são fobias).

           

É necessário que sejam desfeitos os “nós” para que a alma consiga ser livre. A alma sendo livre, permite ao ser humano ter paz e sentir a liberdade, sem quaisquer condicionamentos.

 

As técnicas regressivas permitem desfazer esses “nós”.

 

Uma TRVP fica completa quando consegue descarregar todas as “cargas” (emocionais, somáticas, imaginativas e cognitivas) do passado.

 

As “cargas” somáticas e emocionais são descarregadas através da vivência (reviver as causas - acontecimentos).

 

As “cargas” imaginativas, através da visualização dos acontecimentos traumáticos do passado.

 

E as “cargas” cognitivas, através da compreensão.

 

Nem sempre se faz uma regressão a vidas passadas com finalidade terapêutica. Muitas vezes é a pessoa que necessita de saber mais sobre o seu “EU”. E assim sendo, o terapeuta irá conduzir a pessoa em regressão, através de uma existência anterior em que tenha sido feliz e fácil. É como fazer uma aventura exploratória dentro de nós próprios. Ficando a pessoa com um maior conhecimento sobre o seu íntimo e sobre as leis que regem o Universo.

 

Obviamente que neste último caso, o objectivo não é resolver traumas ou dissolver cargas negativas, pois a pessoa já se libertou por si, desses problemas ao longo das suas existências.

 

 

Compreender a TRVP

 

A catarse é a libertação das cargas dos acontecimentos traumáticos não-integrados do passado que nos estão a afectar psico-somáticamente no presente.

 

A integração desses acontecimentos, conduz á aceitação e ela nos dá a paz emocional e paz mental, através da compreensão.

 

Por isso, precisamos de ter acesso ao nosso passado: ás suas sombras, nós, feridas, ou seja, ás suas cargas, para que as possamos dissolve-las.

 

Mas também, podemos ter acesso á alegria, felicidade, e ao poder (de preferência em que tenha sido usado de forma justa, pois se não tiver sido, podemos transportar algum sentimento de culpa ou remorso).

 

O principal é poder localizar as cargas e as estruturas do passado não-assimiladas. Conduzir a uma revivência que produza alívio. Que esgote as cargas negativas.

 

Em suma, as terapias regressivas quando bem conduzidas, estão voltadas para a origem das repercussões de experiências não-assimiladas, que ainda carregamos conosco.

 

Mas essas experiências não assimiladas do passado, só devem ser acedidas as que estiverem se repercutindo na nossa vida presente. Não existe qualquer interesse, nem tal é recomendável, levantar outras que possam estar adormecidas. E até pode ser que nunca sejam activadas, mas se o forem, existirá sempre a forma de as descarregar na altura própria, através desta terapia.

 

Nós carregamos conosco, a soma de todo o nosso passado.

 

Não é necessário que se acredite em vidas passadas ou em reencarnações. O importante, é, seja o que vier á nossa mente, possa servir de alívio na nossa vida presente. Esta terapia não pretende incutir nas pessoas que a ela se sujeitam, a modificação da sua forma de pensar sobre estes temas (vidas passadas ou reencarnações). As pessoas são livres de fazerem os julgamentos que achem correctos. O importante são os resultados.

 

NOTAS:

A forma de abordagem desta terapia, depende daquilo que o paciente trás. Não pretende ser uma panaceia para todos os males, mas só para aqueles em que está indicada.

A terapia será sempre conduzida pelo hipnoterapeuta, de forma calma e em voz pausada, pedindo-se ao paciente que imagine e visualize várias cenas que o conduzirão ao seu relaxamento físico e aprofundamento psíquico. Existindo somente um pequeno contacto na testa do paciente, para que possa, nesse estado, accionar as visualizações do passado que estejam relacionadas com o seu problema actual.

Não é necessário manter o paciente dentro de um acontecimento traumático forte, para que possa dar-se a catarse e posteriormente a correspondente compreensão. Basta que, quando isso acontecer, seja colocado como espectador desse acontecimento. (Esta é a minha forma de conduzir a terapia).

 

 

- Breves comentários e explicações

 

Caso tenha alguma dúvida sobre o poder desta terapia, não hesite, contacte comigo e terei o maior prazer em o/a elucidar. Esta é uma terapia que está sendo executada em todo o mundo, com grande sucesso. E por não ser uma terapia convencional, tem grandes opositores, é tudo uma questão de mentalidade, o que é uma grande pena, numa sociedade tão conservadora como a nossa.

 

Pois resulta efectivamente nos casos para que está indicada. Naturalmente que para isso, as pessoas que a ela recorrem e têm os seus benefícios, já se deixaram de convencionalismos, pois não obtiveram os resultados que esperavam, ou estavam sentindo que ficariam dependentes dos fármacos, com todas as suas consequências envolventes. E o mal (causa), fica lá, só que adormecido (o sintoma). Todo ou qualquer sintoma, resulta de uma causa, e se a causa for detectada, é eliminada. O sintoma, na ausência da causa, perde o seu suporte e desaparece progressivamente.

 

Já tenho dito e repetido inúmeras vezes, em reuniões e palestras sobre o assunto, que 80% das doenças, começam no psico (mente) e só depois se manifestam no corpo, são pois as chamadas doenças de origem psicossomática. Isto é mundialmente aceite pela medicina moderna e convencional.

 

Psicossomático = >  Psico (no subconsciente)   -   somático = >  soma (no corpo)

 

O nosso subconsciente actua de forma inconsciente (não pensa), executa o que lá está alojado. Quer sejam sugestões positivas ou negativas, independentemente de serem para o bem ou para o mal da pessoa. É assim que ele actua, e isso leva ás doenças psicossomáticas quando essa ditas sugestões são negativas. Tento com estas duas explicações (extremamente básicas), demonstrar o seu princípio. E já agora, permitam-me este pequeno desabafo : será que existe algum medicamento capaz de resolver problemas de índole psicossomática ?

 

O meu obrigado por ter consultado a minha página

José Augusto Rangel

 

 

Esta página foi criada em : 16/08/02

Classificada por gentileza pela equipa do Sapo em :  20/08/02

Revista e alterada em : 02/01/04